Este trabalho corresponde aos primeiros suspiros de um projeto de pesquisa que traz no cerne a questão da representação. Busca-se entender por que os designers gráficos ao procurarem uma representação do Nordeste, buscam representações tradicionais. Esta geração de significados pode acarretar três problemas fundamentais: o primeiro é o que tange à inadequação de tais idéias à dinâmica social atual; a segunda no que se refere a se pensar o presente como mero receptor do passado; e por fim a relação mítica do não envolvimento do profissional com o projeto desenvolvido. Este é inclusive um mito já derrubado em ciências como a História, Antropologia e Sociologia. Michel Foucault nos demonstra que a verdade não está desvinculada das relações sociais, mas é reflexo delas (FOUCAULT, 1988, 79-81), logo, a forma de se representar não ocorre de forma aleatória. O profissional/cientista/cidadão/designer não está separado da sociedade, mas está mergulhado em suas complexidades e relações, não apenas pelo viés de uma cultura dita popular, mas também em suas atitudes políticas.